• Login
  • Contatos

  • Institucional
    • História
    • Presidente
    • Representatividade
    • Atuação
    • Diretoria Fenacon – Gestão 2026/2030
    • Política de privacidade
  • Notícias
    • Press Clipping
    • Rede de Notícias
    • Fenacon na Mídia
    • 20ª CONESCAP
    • Covid-19
  • Reforma Tributária
  • Missão Empresarial
  • Multimídia
    • Vídeos
    • Podcasts
    • Revista Fenacon
    • Outras Publicações
  • UniFenacon
  • Entidades Filiadas
Notícias

Debatedores defendem imunidade tributária para instituições filantrópicas

13 de agosto de 2026 Publicado por Fernando Olivan - Comunicação Fenacon
Compartilhe
Carlos Moura/Agência Senado

A imunidade tributária é elemento central para as instituições filantrópicas que atuam nas áreas de educação, saúde e assistência social, e sua fragilização pode gerar impactos relevantes para a sociedade e para o Estado. A avaliação consta de pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre a relevância e as contrapartidas do setor filantrópico brasileiro, apresentada nesta quarta-feira (12) em audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O senador Flávio Arns (PSB-PR), que conduziu o debate, ressaltou que instituições como hospitais filantrópicos e santas casas são essenciais para o Brasil, pois atendem pessoas com deficiência e estão presentes em uma infinidade de áreas no país.

Arns acrescentou que apresentará emenda a um projeto de lei complementar do senador Izalci Lucas (PL-DF) sobre o tema, do qual é relator. O PLP 45/2026 busca evitar eventual aumento de tributação no setor por mudanças introduzidas pela regulamentação da reforma tributária. A intenção é que a imunidade e a compensação de créditos alcancem operações feitas por entidades beneficentes sem fins lucrativos que prestam serviço nas áreas de assistência à saúde e educação. 

Papel estruturante

O presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), Custódio Pereira, destacou que essas entidades desempenham um papel estruturante e de difícil substituição. Elas atuam onde o poder público não chega, complementam políticas públicas, inovam, formam profissionais e entregam serviços de alta qualidade à população, afirmou.

Dados de 2025 reunidos na pesquisa indicam o total de 8,3 mil entidades mantenedoras e 18,4 mil entidades mantidas nas áreas de educação, saúde e assistência social.

— Entre as mantidas, a assistência social representa mais de 50%. A assistência social tem uma capilaridade, uma diversidade e uma complexidade muito grandes. Com o impacto da reforma tributária, as instituições de assistência social vão ser as mais penalizadas — disse Pereira.

Em 2024, aponta a pesquisa, a imunidade total das entidades certificadas foi de R$ 18,8 bilhões, sendo R$ 4,82 bilhões na assistência social, R$ 4,45 bilhões na educação e R$ 9,54 bilhões na saúde.

Pereira afirmou que a imunidade tributária não é renúncia fiscal nem uma escolha discricionária de política econômica, mas uma definição constitucional dos limites do campo tributável. Tratá-la como gasto tributário é um equívoco analítico, opinou:

— É indiscutível que o setor filantrópico representa um grande braço do Estado. Se tivéssemos esse reconhecimento, não estaríamos aqui hoje com essa corda no pescoço em função da reforma tributária, que vai, em algumas rubricas, aumentar 20% ou 15%.

Aplicação do FGTS

Representante da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee), Vanderlei José Vianna destacou a recente promulgação da Lei 15.486, que prorroga o prazo de aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito destinadas às entidades hospitalares filantrópicas e às instituições sem fins lucrativos.

De acordo com a norma, as operações de crédito destinadas a essas entidades, bem como às instituições que atuem no campo para pessoas com deficiência, sem fins lucrativos e que participem de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), ocorrerão até o final do exercício de 2030.

“Pilares insubstituíveis”

O coordenador jurídico da Associação dos Hospitais Filantrópicos Privados (Ahfip), Marcelo Guerra, destacou que os hospitais filantrópicos e as santas casas são pilares insubstituíveis que sustentam a assistência médica no Brasil, atuando de forma complementar ao SUS.

— Essas instituições sem fins lucrativos respondem por cerca de 50% de todas as internações hospitalares públicas e chegam a quase 70% nos procedimentos de alta complexidade, como oncologia, cardiologia e transplantes. Em quase mil municípios brasileiros, as entidades filantrópicas representam a única estrutura hospitalar disponível para o atendimento da população, concentram grande parte dos leitos de UTI e serviços de referência médica avançada, que o Estado isoladamente,não conseguiria suprir em volume equivalente.

Benefícios à população

Presidente da Associação Nacional de Educação Católica no Brasil (Anec), Iraní Rupolo disse que milhões de brasileiros são beneficiados pelos serviços prestados pelas entidades filantrópicas sem fins lucrativos. Ele ressaltou que boa parte desse contingente não consegue ser alcançada pelas políticas públicas do Estado.

— Tem tantas entidades que cuidam da população brasileira despretensiosamente! O nosso trabalho não é remunerado nas funções de liderança das nossas organizações, porque nós o fazemos por opção, por escolha, por missão, e não estamos a cobrar isso; mas queremos dizer que isso tem diferença, sim.

Estrutura e qualidade

Representante da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Charles London ressaltou a importância da atuação dessas instituições. Sem os hospitais filantrópicos, ninguém vai ter saúde no país ou vai demorar muito tempo para que isso seja de alguma forma reposto, pois a estrutura e a qualidade do segmento são insubstituíveis mesmo a longo prazo, sustentou:

— Hoje são 1.868 hospitais filantrópicos. Novecentos são hospitais únicos em alguma cidade ou região. Eles representam 25% dos hospitais do Brasil e 40% dos leitos do SUS. Cerca de 60% do atendimento do SUS é feito no sistema filantrópico, e 80% dos hospitais são de pequeno ou médio porte. Geramos hoje 1 milhão de empregos diretos. Qualquer aumento de despesa ou custo pode inviabilizar a existência dessas unidades hospitalares — concluiu.

Fonte: Agência Senado

Post anterior

Pesquise

Posts relacionados

13 de agosto de 2026

Modernização das regras nos conflitos entre contribuinte e Fisco vai à sanção

13 de agosto de 2026

Receita Federal esclarece efeitos da exclusão do Simples Nacional após mudança societária

13 de agosto de 2026

CNC pede rejeição da MP que zera imposto sobre compras internacionais de até US$ 50

13 de agosto de 2026

Setor de serviços fica estável em junho e sobe 2% no 1º semestre

Mais Fenacon

Clube Fenacon +
Clube Fenacon +
Clube Fenacon +
Revista Fenacon #196 Revista Fenacon #196
Fenacon Prev Fenacon Prev
Easymei Easymei

A Fenacon

Fenacon - Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas.

Mídias Sociais

Fale conosco

Telefone: 61 3105-7500
E-mail: fenacon@fenacon.org.br

Nosso endereço

Setor Bancário Norte, Quadra 2, Lote 12,
Bloco F, Salas 904/912 - Ed. Via Capital
Brasília/DF, CEP 70040-020

Assine nossa newsletter

Ao se inscrever, você concorda com nossa Política de Privacidade

© Fenacon 2026
- Todos os direitos reservados.
Política de privacidade
Gerenciamento de Cookies
Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência. Ao continuar navegando, você aceita integralmente nossa Política de Privacidade. Retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
View preferences
  • {title}
  • {title}
  • {title}