Crédito do Trabalhador: benefício ou problema? Entenda no novo episódio do Fenacon Conecta
Novo episódio do Fenacon Conecta está no ar. Desta vez, o diretor de Comunicação da Federação, Sidenilso Filgueira, conversou com o diretor técnico Wilson Gimenez sobre o Crédito do Trabalhador.
O Crédito do Trabalhador é uma linha de empréstimo consignado voltada para empregados do setor privado regidos pela CLT, permitindo trocar dívidas caras por juros mais baixos com desconto direto em folha. Nesse modelo de crédito, as parcelas são abatidas diretamente do salário, com limite de 35% da renda mensal.
Para Wilson Gimenez, a iniciativa pode ser benéfica para o empregado, desde que administrada com responsabilidade. Caso contrário, pode se tornar um problema, gerando endividamento. O especialista alertou ainda que os trabalhadores devem estar atentos às taxas de juros, que podem ser elevadas.
Para exemplificar, Sidenilso Filgueira trouxe a seguinte situação: um empregado recém-chegado à empresa, ainda em período de experiência, faz uso do Crédito do Trabalhador antes mesmo de ter a confirmação de sua aprovação. Este é um exemplo do que não fazer, pois “geraria uma dívida que será descontada em verbas rescisórias, em Fundo de Garantia etc.”
Gimenez também explicou que o escritório de contabilidade não participa diretamente da contratação da operação, que é realizada entre trabalhador, empresa e instituição financeira.
“A organização contábil não faz parte da operacionalização dessa transação. É algo exclusivo entre a empresa contratante, o funcionário e a instituição financeira. O que cabe ao escritório de contabilidade é apenas informar aquilo que foi firmado, fazer os descontos decorrentes dessa operação numa eventual rescisão contratual e verificar a situação no FGTS do trabalhador”, esclareceu.
Embora a decisão de contratar o crédito seja exclusivamente do trabalhador, o profissional da contabilidade pode exercer um importante papel de orientação e conscientização.
“É de bom tom que a gente (profissionais da contabilidade) sempre faça o alerta para as consequências, caso essa operação não seja conduzida com responsabilidade”, reforçou Gimenez.
Assista na íntegra:


