Presidente da Câmara promete votação do reajuste do Simples Nacional até o fim do ano
Hugo Motta afirma que proposta seguirá em discussão em comissão especial e destaca a necessidade de avançar na atualização dos limites de faturamento das empresas

Por Comunicação Fenacon
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende pautar até o fim de 2026 a votação do reajuste dos limites de enquadramento do Simples Nacional. Segundo ele, o compromisso foi assumido com os partidos da Casa para que a proposta avance ainda neste ano.
“Assumo o compromisso com todos os partidos desta Casa de que me dedicarei pessoalmente para que, até o final do ano, possamos tratar do reajuste das empresas no regime do Simples Nacional. Não haverá prejuízo algum”, declarou Motta.
A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (14), após a Câmara aprovar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 186/2026, que amplia o limite de enquadramento do microempreendedor individual (MEI) e prevê o perdão de dívidas de quase 3 milhões de empreendedores.
Motta explicou que a votação do reajuste para o MEI ocorreu primeiro porque já havia um acordo firmado com o governo. No caso do Simples Nacional, ele apontou a ausência de previsão orçamentária e o impacto financeiro mais elevado da medida.
O presidente da Câmara, no entanto, ressaltou a importância da atualização dos valores, que não são reajustados há vários anos.
Discussão continuará em comissão especial
De acordo com Motta, os debates sobre a atualização dos limites do Simples Nacional continuarão na comissão especial que analisou o PLP 186/2026. O colegiado é presidido pela deputada Any Ortiz (PP-RS), com relatoria do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC).
A expectativa é que as discussões avancem para permitir que a proposta seja apreciada pelo Plenário até o fim do ano.
Jornada de trabalho
Motta também comentou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) relacionada ao fim da escala 6×1. Segundo ele, há perspectiva de aprovação da matéria no Senado, mas o cronograma dependerá das próximas etapas legislativas.
O presidente mencionou ainda um período de transição de 60 dias após a promulgação da PEC, cuja data ainda não está definida.
Com informações da Agência Câmara



