
Alex Sabino
Representantes do setor contábil reagiram às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, dadas na última terça-feira (24). Segundo ele, o número de profissionais de contabilidade no Brasil é “excessivo” e sugeriu que a reforma tributária pode tornar a função de contador “irrelevante.”
O CFC (Conselho Federal de Contabilidade), Fenacon (a federação nacional da categoria), o Ibracon (Instituto de Auditoria Independente do Brasil) e os conselhos regionais defenderam a relevância técnica da categoria.
O Ibracon destacou que nenhum negócio relevante é fechado sem o suporte de um contador ou auditor independente e pediu respeito aos mais de 526 mil profissionais ativos no país. O presidente do CFC, Joaquim Bezerra Filho, argumentou que a própria implementação da Reforma Tributária dependerá dos contadores, e não de decretos.
A Fenacon classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de minimizar a importância da contabilidade. O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis contrapôs a tese de Haddad ao afirmar que o problema do país não é o excesso de contadores, mas o excesso de complexidades normativas. Um argumento que, segundo a entidade, justifica a alta demanda pela profissão.
Não é a primeira vez que a classe contábil busca espaço junto ao Ministério da Fazenda. No ano passado, entidades do setor se mobilizaram para garantir a presença de um contador no colegiado da (Comissão de Valores Mobiliários), que atualmente opera com cadeiras vagas e acumula processos à espera de julgamento.
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