Postado em 03/05/2017 - Fonte: Sescon RS

SESCON-RS e Ana Amélia Lemos promovem debate público sobre imposto abusivo

Desatualizada em mais de 80%, a tabela do imposto de renda tem sido uma vilã ao bolso de todos os trabalhadores, principalmente os de baixa renda que não precisariam pagar. Esse verdadeiro confisco arrecadatório aos salários dos brasileiros não permite que a economia possa se desenvolver. Para tentar combater o injusto apetite tributário do Governo Federal, o SESCON-RS e a Senadora gaúcha, Ana Amélia Lemos, promovem no dia 15 de maio um debate público no intuito de construir uma mobilização nacional a favor da correção da tabela. A partir das 9h, no Centro de Eventos SESCON-RS, são esperadas lideranças empresariais, governamentais, sindicais e da sociedade em geral para discutir o tema. O objetivo é de sair do encontro com um documento que servirá de apoio para as ações na Capital Federal.

A intenção de criar um evento para debater o tema surgiu após encontro do Presidente Diogo Chamun com a Senadora, ocorrido recentemente em Brasília. Na ocasião, Chamun entregou a parlamentar uma cópia do estudo do Projeto Gestão Pública Eficaz, do SESCON-RS, que analisou o impacto que a falta de correção da tabela acarreta na economia brasileira. “Com a correção, o PIB cresceria 0,2% já no primeiro ano e 0,44% a partir do segundo. Essa recomposição traria de volta ao mercado cerca de 240 mil empregos”, afirma. O estudo do SESCON-RS, em parceria com a PUCRS, aponta ainda que R$ 38 bilhões deixam de circular na economia e entram indevidamente nos cofres públicos.

MENOS IMPOSTOS - A senadora Ana Amélia Lemos está atenta a esse problema e tem um projeto (PLS 02/2014) tramitando no Senado. Para ela, a parceria com o SESCON-RS é contribuição abalizada na divulgação do projeto para ter o apoio da sociedade em uma causa de interesse coletivo. “O cidadão brasileiro quer menos impostos. A correção da tabela é uma ação legítima, em defesa dos assalariados. A sociedade não pode pagar a conta do déficit público produzido por má gestão e irresponsabilidade administrativa", destaca.

Para o debate público foram convidadas as principais lideranças do Estado. “Convidamos políticos, empresários, representantes dos trabalhadores e a imprensa. Queremos mobilizar a todos e demonstrar que essa causa não é só deste ou daquele segmento, mas de todos os trabalhadores”, ressalta Chamun. O debate é aberto ao público (vagas limitadas) e também terá transmissão ao vivo, via internet, para telões instalados nas sedes de entidades de classe em Lajeado, Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas e Uruguaiana.

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