Postado em 30/11/2017 - Fonte: DCI - SP - Por: Raphael Ferreira

Estudo aponta falta de estímulo para o investidor anjo brasileiro

Anjos do Brasil mostra que aporte em startups torna ecossistema empreendedor mais sólido e, dessa forma, contribui para fortalecer a economia

 De dez economias emergentes analisadas em um estudo, o Brasil é o penúltimo em porcentagem do PIB alocada em investimento anjo, à frente apenas da Turquia. O levantamento da Anjos do Brasil, feito em parceria com a firma de auditoria e consultoria Grant Thornton Brasil, mostra que falta incentivo público para essa modalidade.

A pesquisa cita diversos países para ilustrar que os incentivos fiscais são fundamentais para o desenvolvimento desse tipo de aporte. Numa simulação, o retorno dessas operações para os investidores anjos é de 14,17% ao ano, o que é considerando baixo diante do risco elevado.

Com quase 300 mil investidores anjos, os Estados Unidos são o país que mais tem representantes dessa modalidade. Dependendo do valor investido, há uma dedução de 10% até 100% do valor no imposto de renda. Na França, esse percentual é fixado em 25%.

Outro país utilizado como exemplo é a Itália. Até meados de 2016 havia 5,9 mil startups naquele país, número 160% superior que o obserbado no mesmo período de 2014. Isso porque há cinco anos foi criado o Marco Legal das Startups, com o intuito de desenvolver lá um ecossistema inovador.

A Anjos do Brasil avalia que, caso o Brasil adotasse medidas semelhantes às dos países citados, o retorno previsto em um ano para os investidores subiria para 29%, tornando esse tipo de aporte mais atraente e fomentando o ecossistema.

Considerando os incentivos, para cada R$ 1 investido em uma startup, R$ 5,84 seriam injetados na economia nacional em cinco anos, projeta o estudo. Nesse mesmo intervalo, o levantamento estima que uma massa salarial de mais de R$ 11,5 milhões seria gerada.

O estudo pode ser consultado na íntegra aqui 

Raphael Ferreira

 

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