Postado em 10/05/2017 - Fonte: DCI - SP - Por: Thaise Constancio

Consultoria traça perfil de líderes de empresas

Levantamento da Talenses Consultoria de Recrutamento Executivo mostra que honestidade é procurada por 33% dos gestores fluminenses, enquanto no restante do país índice é de 19%

Rio de Janeiro - Resiliência, boa comunicação e flexibilidade são as três principais características que o mercado de trabalho fluminense busca em um líder. Os dados são do levantamento feito pela Talenses Consultoria de Recrutamento Executivo sobre o perfil das lideranças empresariais.

Os três traços foram citados, respectivamente, por 54%, 42% e 36% dos entrevistados. O trio difere levemente das principais marcas nacionais, que foram resiliência (49%), trabalho em equipe (39,6%) e flexibilidade (39,3%). A pesquisa foi realizada com gestores de médias e grandes empresas de setores como indústrias, bens de consumo, serviços e tecnologia.

"Quando comparamos o perfil do profissional carioca com o mercado nacional, vemos que o lado despojado e comunicador influencia nas características que as empresas procuram. O Rio comporta empresas de menor porte em que a boa comunicação é importante, inclusive para a navegabilidade do profissional dentro da companhia", avalia o gerente das divisões de Engenharia e Logística e TI da Talenses Rio de Janeiro, Rodrigo Maranini.

Para ele, a resiliência e a flexibilidade refletem o mercado atual. A primeira, porque o profissional precisa manter a disposição, a motivação e os resultados da equipe. A segunda aponta para estruturas cada vez mais enxutas, em que os profissionais precisam ser multitarefas.

Em tempos de revelação de variados casos de corrupção, a honestidade é uma característica buscada por 33% dos gestores cariocas. No país, o índice é de apenas 19%. Para Maranini, os valores estão ligados à redução da quantidade de empregos.

"As pessoas se sentem melhores quando sabem que haverá reestruturação nas empresas e conseguem se planejar, seja para mudanças internas ou diminuição das estruturas corporativas", explica o gerente.

Outro dado que chama a atenção é em relação à possibilidade de substituição do quadro de executivos das companhias. Enquanto no Rio o índice é de 18%, no Brasil chega a 33%. "Esses valores estão muito ligados à limitação do capital humano. Com a crise, as empresas já estão com quadro profissional bastante reduzido e têm menor poder de barganha para trazer profissionais de outros estados", analisa.

Desafio

O maior desafio fluminense será aumentar a produtividade com orçamento reduzido, de acordo com 57% dos entrevistados. Na pesquisa nacional, o índice é de 36% e o principal foco é motivar as equipe em tempos de incertezas (41%).

A principal meta das lideranças no Rio é aumentar o lucro da companhia (39%), percentual bem semelhante ao nacional (36%). O aumento da produtividade, além de desafio, é também uma meta a ser alcançada para 36% dos entrevistados fluminenses, enquanto, nacionalmente, chega a 28%.

"A produtividade tem que estar na cabeça de todo executivo, mesmo em tempos de incertezas. Ele tem de ser produtivo. Desde o pequeno empreendedor até as grandes corporações. As empresas buscam profissionais que aprendam rápido, com leitura rápida do mercado para a tomada de decisões. Ele precisa ser resiliente porque o mercado está mais difícil, com menos dinheiro disponível, e ter visão inovadora para criar uma estratégia comercial que atenda o cliente e a equipe", afirma.

Thaise Constancio

 

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